Checklist Completo Antes de Pedir AdSense: 7 Blocos para Revisar
Se você vai gastar uma tentativa de revisão do AdSense, gaste com o site já revisado. Este checklist existe por um motivo simples: cada reprovação entra no histórico da sua conta, e o botão de solicitar revisão pode ficar temporariamente indisponível depois de recusas repetidas. Chegar preparado não é perfeccionismo — é economia de tentativas.
Organizei em sete blocos, do mais eliminatório ao mais invisível. Percorra na ordem.
Bloco 1 — Requisitos formais
Estes são objetivos e não admitem interpretação. Se algum falhar, nada mais importa.
- Você tem 18 anos ou mais. É requisito explícito dos Termos do AdSense. Menores de idade podem monetizar através da conta de um responsável legal, com os pagamentos emitidos no nome dele.
- Você é dono do site e tem acesso ao código-fonte HTML, para inserir o código de verificação.
- O conteúdo é seu e não viola direitos autorais.
- O site não trata de temas proibidos pelas políticas do Google.
Vale desfazer aqui um mito que atrasa muita gente: não existe exigência oficial de idade do domínio para o Brasil. A regra dos 6 meses aplica-se a países específicos. Se você adiou seu pedido por causa disso, veja por que o mito dos 6 meses não se aplica a você.
Bloco 2 — Páginas institucionais
O item mais fácil de resolver e um dos que mais reprovam.
- Política de Privacidade publicada — praticamente eliminatória se ausente.
- Página Sobre — quem está por trás do site.
- Página de Contato — forma real de contato.
- Todas acessíveis de qualquer página, normalmente por link no rodapé.
- Todas indexáveis — não bloqueadas por
noindexnem pelo robots.txt.
Atenção ao detalhe que derruba quem "já tem" política de privacidade: o Google especifica o que ela precisa dizer sobre cookies e publicidade de terceiros. Abra a sua e procure a palavra "cookies". Se não achar, confira o que a política de privacidade precisa conter.
Bloco 3 — Acesso técnico
Se o rastreador não entra no site, nenhum conteúdo resolve.
- O site abre em
https://sem avisos no cadeado do navegador. - Nenhum conteúdo misto — elementos carregados via
httpem páginashttps. - O robots.txt libera os robôs do Google, incluindo
Mediapartners-GoogleeAdSbot-Google. - O site carrega em tempo razoável — lentidão pode causar timeout durante a verificação.
- Nenhuma página importante bloqueada por
noindexacidental.
Este bloco merece atenção especial porque o rastreador do AdSense é um user-agent diferente do Googlebot comum. Seu site pode estar aberto para a busca e fechado para o AdSense sem que você perceba. Se você já recebeu a mensagem "site fora do ar ou indisponível", o problema é aqui — e não é para reescrever conteúdo.
Bloco 4 — Conteúdo
Aqui está o campo mais subjetivo, e o mais decisivo.
- Cada artigo cobre o tema de verdade — não responde ao título em duas linhas.
- Nenhum artigo é cópia ou reescrita rasa de outra fonte.
- Há informação verificável — dados, fontes, exemplos concretos.
- Existe perspectiva própria — experiência, teste, opinião fundamentada.
- O nicho é definido. Site sobre "tudo" comunica menos autoridade e tem RPM menor depois.
- Os artigos mais fracos foram aprofundados ou despublicados.
Sobre volume: o Google não publica número mínimo de artigos. Os "15", "20", "30" que circulam são estimativas de terceiros. E há um efeito contraintuitivo — mais artigos rasos aumentam a chance de o revisor abrir justamente um dos fracos. Entenda por que a pergunta "quantos artigos?" está errada.
Se você usa IA na produção, vale saber que o Google não proíbe isso — o que ele penaliza é o abuso de escala, que um humano também comete. Os detalhes em conteúdo de IA é reprovado no AdSense?.
Bloco 5 — Proporção editorial (o ponto cego)
Este é o bloco que quase nenhum checklist inclui — e o que me custou dois meses de trabalho inútil.
- A maioria das páginas tem valor para quem não vai comprar nada.
- Os links de afiliado estão marcados com
rel="sponsored"ourel="nofollow". - Há disclosure da relação comercial nas páginas que geram comissão.
- A densidade comercial por artigo é razoável — não é um texto curto com cinco links de compra.
- Não há empilhamento de anúncios, banners e pop-ups.
O ponto crítico: se a maior parte do seu site existe para vender, o Google lê catálogo, não publisher — e nenhuma reescrita de texto resolve isso, porque a questão é estrutural. Auditei dois sites meus com proporções opostas (5,6% e 62,3% de páginas editoriais) e os diagnósticos foram completamente diferentes.
Vale esclarecer que links de afiliado são permitidos pelo Google junto com o AdSense — a permissão é sobre presença, e a reprovação é sobre proporção. A distinção completa está em AdSense e links de afiliado: pode ter os dois?.
Bloco 6 — Experiência do usuário
- O site é responsivo e funciona bem no celular.
- A navegação é clara — menu, categorias, caminho de volta.
- Nenhuma seção "em construção" ou página vazia.
- Nenhum pop-up agressivo que bloqueie o conteúdo.
- Os links internos funcionam — sem erros 404 espalhados.
Bloco 7 — Timing (o erro que quase ninguém evita)
Você pode ter tudo certo e ser reprovado por pedir na hora errada. Antes de clicar em solicitar:
- As correções estão concluídas — publicadas, não planejadas.
- O Google reindexou as mudanças. Confirme no Search Console: inspecione três ou quatro páginas corrigidas e verifique se a data do último rastreamento é posterior à correção.
- Passaram de duas a três semanas desde a última correção.
- Você não vai mexer na estrutura do site durante a análise.
Este é o bloco mais negligenciado, e provavelmente a causa de reprovação mais injusta que existe: você é avaliado pelo site que estava consertando, não pelo que consertou. Mais sobre isso em quantas vezes posso pedir revisão.
E depois de solicitar, saiba o que esperar: o prazo oficial vai de alguns dias a quatro semanas, e silêncio não é reprovação.
Se você já foi reprovado
O checklist acima serve para preparar. Mas se a reprovação já veio, a prioridade é diferente: descobrir qual das causas é a sua antes de corrigir qualquer coisa.
A mensagem "conteúdo de baixo valor" cobre problemas opostos entre si — de artigos rasos a incompatibilidade estrutural, passando por bloqueio técnico e resubmissão precipitada. Corrigir a causa errada é o que faz o ciclo se repetir. O diagnóstico começa em o que "conteúdo de baixo valor" realmente significa.
O que este checklist não faz
Seria desonesto terminar sem isto: nenhum checklist garante aprovação. Parte da avaliação é qualitativa, feita por revisão humana, e os critérios não são inteiramente públicos. Qualquer pessoa que prometa aprovação garantida está vendendo uma certeza que não possui.
O que um checklist faz é eliminar os erros conhecidos — e, principalmente, evitar que você gaste uma tentativa em um site com pendências óbvias.
Foi para automatizar essa verificação que construí o ProntoParaAds. Em vez de você percorrer os sete blocos manualmente, a auditoria roda no seu site e aponta o que costuma travar a aprovação — incluindo a proporção editorial, que é o ponto cego mais caro e o que nenhuma outra ferramenta do mercado mede. Nenhuma auditoria garante aprovação. Mas saber exatamente o que está pendente é o que separa corrigir do adivinhar.
Descubra o que está travando o seu site
A auditoria gratuita mostra o que o Google enxerga — inclusive a proporção editorial, que nenhuma outra ferramenta mede.
Rodar auditoria gratuita Nenhuma auditoria garante aprovação. A decisão é sempre do Google.